Depressão Pós Parto: O que é e o que fazer?

Em nenhum momento do meu pré natal foi falado sobre Depressão Pós Parto. E eu achei que havia tirado minhas dúvidas sobre tudo.

Depressão Pós Parto

Sarah nasceu e logo nos primeiros dias os primeiros sintomas de Depressão Pós Parto surgiram e então descobri o quanto o assunto é grave e precisa ser tratado com bastante seriedade.

Eu também nunca tinha ouvido falar em baby blues, conhecido como tristeza materna, a diferença entre o baby blues e a Depressão Pós Parto é que os sintomas do baby blues duram cerca de alguns dias a uma ou duas semanas depois do nascimento do bebê.

Logo após o nascimento da minha filha eu tive alguns problemas de saúde e por isso eu achava que o que eu estava sentindo era por esse motivo, mas os dias se passaram e os sinais continuavam.

Alguns sintomas da Depressão Pós Parto:

Humor deprimido ou mudanças de humor severas;

Choro excessivo;

Dificuldade em estabelecer uma relação afetiva com o bebê;

Afastamento da família e dos amigos;

Alteração no apetite;

Incapacidade de dormir ou dormir demais;

Perda de energia;

Redução do interesse ou prazer nas atividades que a mãe costuma realizar;

Intensa irritabilidade ou raiva;

Medo frequente da mulher não ser uma boa mãe;

Sentimentos de inutilidade;

Diminuição da capacidade de pensar com clareza, concentrar-se ou tomar decisões;

Ansiedade grave;

Pensamentos relacionados a prejudicar a si mesma ou ao bebê;

Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

Um dos fatores que contribuiu a desenvolver a depressão no meu caso foi a dificuldade em amamentar, devido à minha inexperiência e por ser a primeira gravidez. Existem vários fatores de risco, como por exemplo histórico de depressão em outros momentos da vida, transtorno bipolar, em casos do bebê nascer com problemas de saúde ou outras necessidades especiais, problemas no relacionamento conjugal, problemas financeiros, gravidez indesejada.

O que eu mais senti foi choro excessivo e ansiedade grave.

Como eu havia decidido deixar de trabalhar para me dedicar ao bebê e não imaginava passar pela Depressão Pós Parto, eu tive crises diárias de choro ao ver meu marido saindo de casa para ir trabalhar. Isso me fazia sentir inútil e incapaz. Eu me preocupava demais com a opinião dos outros referente a minha decisão de deixar de trabalhar fora de casa e esse motivo também contribuiu para a depressão. Eu fingia que tudo estava bem, acreditava que iam falar que era frescura, mas não é, é muito grave e precisa ser tratada, caso contrário pode durar meses ou mais às vezes transformando-se em umas depressão crônica e os filhos de mães que não se tratam são mais propensos a ter problemas emocionais, comportamentais e TDAH.

Escala de Depressão Pós Parto de Edimburgo (EPDS)

Pesquisando o assunto descobri a existência desta escala https://www.vittude.com/blog/test/escala-de-depressao-pos-parto-de-edimburgo/ e confesso que fiquei muito surpresa com o meu resultado de pontuação muito alta, foi o momento de procurar ajuda.

Para muitas mães, não apenas as de primeira viagem como eu, as dificuldades são imensas, os medos, as opiniões das outras pessoas, até nós mesmas negamos estar com o problema. É preciso cuidar, afinal de contas temos uma bênção enviada por Deus para nossa vida e temos que vivermos felizes esse momento, e os hormônios ou qualquer outro motivo não podem nos privar disso, mesmo com toda dificuldade é uma fase maravilhosa, deliciosa e sem dúvida cheia de aprendizado e amadurecimento, pois nos tornamos pessoas melhores quando nos tornamos mães.

Não hesite em pedir ajuda a um psicólogo ou pediatra.

Lilian Alves

Olá eu me chamo Lilian Alves, me tornei mãe aos 37 anos da pequena Sarah e quero compartilhar a experiência de poder ser feliz sempre, nessa nova etapa que é ser mãe!

Website: http://praviverfeliz.com.br

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