Chegando o carnaval: nos transformamos?

Está chegando o carnaval, aliás em muitas cidades já chegou e muita, mas gente gente ama essa festa e esta época do ano em que podemos extravasar toda a nossa energia, e dizem às más linguas que aproveitamos o carnaval e nos transformamos! Será que é verdade? Será que aproveitamos esta festa tão cheia de cores e fantasias para nos transformar? Realizamos o desejo que colocar para fora aquilo que está guardado e não temos coragem de expor na vida real?

chegando o carnaval

O texto abaixo é de um autor desconhecido que cita um dilema do folião com o carnaval. Confesso que me identifiquei muito:

Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei.
Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes.
Para mim? Carnaval, desengano… Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entruso mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida.
Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.
Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que aguentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho.
Você não tem vergonha, não?
Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.
Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.
Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras.
Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia?
Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro.
Essa é a sua idéia de curtir a vida?
Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo?
A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida.
Como será amanhã? Responda quem puder.//Depois de ler o texto decidi que SEREI CARNAVAL!!!

Ufa! Perceberam que está chegando o carnaval e esta é mais uma oportunidade de olharmos as coisas por um outro ângulo? É sem dúvida um texto para pensarmos em nossa vida. Os carnavais de verdade já foram bons e depois mudou para uma repetitiva decadência e hoje as músicas pornográficas em excesso e os paredões, tiraram na minha opinião pessoal toda a magia que esta festa trazia. E de alguma forma às vezes fazemos isso com a nossa vida, permitimos a poluição de fora nos contaminar. Que tal um resgate das marchinhas, orquestras e fantasias pra lá de charmosas que já existiu? Nossos filhos deveriam se divertir jogando confetes e serpentinas, isso fez parte da minha infância e guardo essas lembranças boas até hoje! Talvez seja por isso que não curto nada o pancandão dos paredões. Chega de pornografia, pais que acham lindo as crianças sendo vulgares e perdendo a magia de brincar. Isso definitivamente não tem nada a ver com felicidade, é uma enganação. Vamos refletir sobre o que realmente vale a pena em nossa vida!

Lilian Alves

Olá eu me chamo Lilian Alves, me tornei mãe aos 37 anos da pequena Sarah e quero compartilhar a experiência de poder ser feliz sempre, nessa nova etapa que é ser mãe!

Website: http://praviverfeliz.com.br

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